Novo mundo, novos produtos, novas formas criar

Antigamente as empresas levavam anos para modernizar seus processos e operações. Esse cenário está mudando: as constantes inovações tecnológicas e alterações nas necessidades e perfis dos consumidores estão impulsionando a criação de ferramentas e soluções mais ágeis e dinâmicas. Como uma organização que está aberta à inovação e ao aprendizado, a VLI também tem modificado sua forma de desenvolver novos produtos e técnicas, com resultados mais rápidos e sob medida para o cliente. O Design Thinking e o Design Sprint têm sido grandes aliados nesta jornada.

Aliás, segundo Daniel Novo, gerente-geral da área de Transformação Digital e Inovação, o desenvolvimento das novas iniciativas digitais da companhia passam por essas duas metodologias. “Esses processos têm nos ajudado a entender o problema, discutir ideias, priorizar pontos importantes e desenvolver as melhores soluções”, conta. “O Design Thinking, por exemplo, foi essencial para que a gente implementasse iniciativas como o Conecta, a nossa plataforma digital para o cliente e o Inteligência Digital de Mercado, o sistema de projeção de demandas”, explica.

O Design Sprint também tem se mostrado uma excelente metodologia para a solução de problemas. “Recentemente, a VLI precisou encontrar novas formas de transportar e armazenar o minério de manganês, seguindo novos requisitos de normas internacionais. Reunimos pessoas de diferentes áreas e regiões para discutir a questão e o Design Sprint nos mostrou o caminho”, relembra Joanna Pagy, consultora em Inovação pelo Design. Segundo ela, o esforço conjunto do grupo ajudou a pensar em propostas que uma área sozinha não conseguiria. “A engenharia mostrou estudos técnicos, a área Comercial ajudou a entender a visão do cliente e o operacional trouxe as dificuldades práticas. Sem essa visão do todo não teríamos conseguindo chegar à solução”, complementa.

Para Gabriel Coelho, fundador e CEO da Empodere-se, consultoria especializada em desenvolvimento da cultura da Inovação em empresas, os dois métodos são essenciais para as instituições conseguirem inovar com agilidade e resultado. “Vejo que VLI está no caminho certo. Participei de um processo interessante, resolvemos um problema da área logística junto com um cliente. O que poderia ter levado meses de trabalho, resolvemos em dois dias, graças a um trabalho focado e com base em novas metodologias. Essa é mais uma prova de que companhia está aberta a se tornar um local mais flexível, moderno e inovador”, elogia.

Mas, afinal, o que é Design Thinking?

Podemos traduzir o Design Thinking como a forma de pensar de um designer. Em outras palavras, é o método que ele utiliza para inovar e criar um produto. Segundo o professor e especialista Charles Burnette, esse é um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar informações e ideias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimento. Mas o que o diferencia das outras metodologias? De acordo Daniel Novo, em poucas palavras, suas características principais estão relacionadas ao fato de ele ser um método prático centrado no problema do usuário e que aproveita o conhecimento multidisciplinar de equipe composta por especialistas de diferentes áreas para identificar as soluções.

“O Design Thinking nos ensina a importância de pensar como o usuário do produto, de conhecer profundamente seus comportamentos e preferências, de ouvir o usuário e, em última instância, de envolvê-lo no desenho das melhores soluções”, ensina.

E Design Sprint?

Imagina conseguir reduzir drasticamente o tempo de criação, desenho, prototipagem e validação de uma ideia, otimizando recursos humanos e financeiros? Com o Design Sprint é possível! O método garante resultados excelentes e completos em apenas 40 horas, desde que envolva pessoas de diferentes áreas da companhia, formando um time com habilidades e perspectivas diversas. A metodologia tem origem no livro “Design Sprint”, de Jake Knapp, ex-funcionário do Google. O processo completo é feito em 5 dias seguidos, normalmente de segunda a sexta-feira, com atividades específicas em cada dia.

Dia 1: Desempacotar – No primeiro dia, é preciso que todos compartilhem as informações básicas sobre o projeto. Juntos, os desenvolvedores devem conseguir ter uma ideia de tudo o que é importante para a iniciativa.

Dia 2: Esboçar – Cada participante esboça alguns desenhos de suas ideias, separadamente, de forma a exibir a ideia geral da proposta. Em seguida, é aberta uma votação para escolher os melhores.

Dia 3: Decidir – É o dia de analisar, questionar e escolher somente uma ideia para fazer o protótipo.

Dia 4: Prototipar – O protótipo é o mais realista possível de ser feito em 8 horas. Ao mesmo tempo, outra parte da equipe prepara os testes do dia seguinte, como quem será entrevistado e quais as perguntas devem ser feitas para melhorar o projeto.

Dia 5: Testar – O protótipo é testado e apresentado para pessoas que não participaram do processo de criação. Após reflexão, elogios e críticas, é aprimorado o que deu certo e descartado o que não deu. O resultado é um modelo com ainda mais potencial de sucesso no mercado.